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Quando lê algo, você tem a pouca noção do que o autor escreveu? Ou ao menos o mínimo de sentimento empregado apenas em uma frase? Sai faísca, pode apostar. Sabem o que ouço ás vezes: que escrever não é arte, e que quem o faz não trabalha. Sabem aquelas histórias que nos fazem viajar e esquecer até de quem somos? Sabe aquele livro em que chorou? Alguém com puros sentimentos, o escreveu. E talvez até chorou mais em uma única frase do que você chorou no livro inteiro.

Aos 14 anos descobri a paixão pela escrita e então, desenho através das palavras. Desenho para que sua alma navegue sem sair do lugar, e melhor ainda se combinada com uma boa música. Se você vive e respira arte, seja qual for, está entendendo muito bem o que escrevo. Mas conseguem imaginar o que um escritor sente ao escrever? Conseguem ao menos prever isso? Não? Vou resumir para vocês:

De repente, sentado ou andando, vem uma palavra na cabeça e ela fica. Você tenta fugir como um ladrão de galinhas mas essa palavra permanece. Segundos depois - eu realmente disse segundos depois - ela junta-se com mais uma palavra e em menos de um minuto já consegue escrever em sua mente um parágrafo inteiro com muitas linhas e entrelinhas. Aí está: como lembrar disso depois? E vem a parte ruim da história: se não tem onde anotar, as palavras se perdem e raramente voltam. E acontece o que costumo chamar de depressão pós-escrita ou uma tristeza pois você sabe que daria uma ótima história. Mas sumiu, simplesmente. Talvez eu precise aprender a memorizar tudo. 

O de repente acontece quase todos os dias: enquanto ando até a esquina, enquanto passeio com minha cadelinha, enquanto ouço músicas ou ainda enquanto estudo e é ruim pois a concentração nele fica mínima; antes de dormir; durante o banho; enquanto lavo a louça; ao limpar a casa; quando estou assistindo séries; enquanto fotografo e leio; enquanto sinto o mormaço do dia quente; ou enquanto procuro novas músicas para escrever (e aí o mais hilário acontece: antes de encontrar a música ideal, minha mente já escreveu várias páginas de pensamentos agitados sem ouvir a 'tal' música); ou enquanto converso com alguém.

Claro que há dias em que as palavras estão muito intensas e fico muitos minutos as liberando. Mas também há dias em que um minuto basta para criar uma frase forte e sem sentido para outros, porém com um sentimento enorme para mim. São minhas confusões? Sim! Mas são minhas e tão criativas minhas! Tão únicas minhas!

As palavras não dissipam no ar e não saem. Pescá-las é outro trabalho árduo pois o cérebro processa muitas delas ao mesmo tempo sem que você consiga organiza-las. Você as perde! Simplesmente perde todo o processo triste ou feliz que escreveu na mente. E tenho uma perda dessas todos os dias: uma frase, ou ainda textos inteiros de várias páginas. Sabe quando as coisas jorram e pedem socorro? Minhas palavras são assim! Elas pedem ajuda para serem liberadas do meu cérebro apertado. E sabem como me sinto depois de liberta-las? Imensamente feliz! É um êxtase de prazer misturado com um alívio estranho no peito. A alma sorri leve, os pelos arrepiam, o coração deita e descansa, e o cérebro para. Simples assim. Mas precisam saber que dá um cansaço emocional um pouco ruim, mas que vai passando depois. Nada preocupante. Talvez o cérebro inche. Mas só talvez...

E se isso me faz sofrer? Jamais. Fico um pouco triste ou abalada. Mas as palavras são saudáveis e bem vindas todos os dias pois eu as amo! Um amor que parece abstrato para quem vê, mas profundo para quem sente.




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    5 Comentários

    1. Acho que isso acontece com todo mundo que tem uma mente agitada. Como leio muito, eu sempre acabo pensando em textos e assuntos que quero compartilhar e aí monto tudo na minha cabeça, mas as vezes foge tudo. Fico matutando pra lembrar, mas não consigo. Tento me acalmar e vê se volta, mas parece bloqueio. Às vezes sou presenteada com algo melhor, hahahaha mas ainda sim fico querendo lembrar do que tinha pensado antes. Enfim, como você mesma disse: abstrato pra quem vê, profundo pra quem sente. ♥
      beeijos
      www.marinaalessandra.com

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    2. Menina, eu tava louca atrás do link novo do seu blog, tive que procurar até no google porque não sabia que tu tinha mudado de nome!
      To muito feliz de ter finalmente encontrado! Sobre teu texto, eu me sentia exatamente assim quando escrevia literatura, mas sabe? Minha cabeça aquietou, hoje eu absorvo palavras como uma louca e solto elas de forma coordenada, apenas quando quero. É como se eu as tivesse controlado.
      Elas só ficam desse jeito quando estou emocionalmente bad. xD

      Beijos.
      www.jadeamorim.com.br

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    3. Realmente Camila isso não é privilegio teu aconteci com muita gente!
      Me identifiquei em cada palavra.

      Beijos
      http://www.cherryacessorioseafins.com.br

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    4. Você tem bem jeito com as palavras, eu já tenho dificuldades de coloca-las para fora, mas adoro ler e sim, as vezes choro, dou gargalhadas em único paragrafo. Me acham louca, desequilibrada sei lá, mas eu amo essa sensação!

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    5. Eu amo escrever e esse foi um dos motivos que criei o blog, às vezes a inspiração acontece no meio da madrugada.
      Big Beijos
      Lulu on the Sky
      Já se inscreveu no canal?Confira meu último vídeo!

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